sábado, 30 de janeiro de 2010
Picasso
Certa vez, ouvi falar de um documentário, dirigido por Henri-Georges Clouzot, intitulado O Mistério de Picasso. Nele, o artista foi filmado pintando 20 telas, criadas unica e exclusivamente para esse trabalho e que depois foram destruídas. Resolvi que tinha de ver isso e adquiri o DVD. É simplesmente mágico velo pintar. Seu desenho é perfeito, livre, impactante. É magnífica a força que ele expressa em suas pinturas.
Em 2003, por conta dessa admiração, resolvi pintar algumas telas baseadas em fotos de Picasso, encontradas em livros que já li sobre ele. São esse trabalhos que divido com vocês agora:
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Curiosidade
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Por você ...

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo dia
A mesma mulher...
E então, eu senti vontade de escrever
Por você
Eu pintaria o mesmo retrato
Por toda a eternidade
Até que minhas mãos exaustas
Procurassem refúgio nas suas
Por você
Eu cantaria a mesma canção
Até perder a voz
Até que de minha garganta
Só nascesse o gemido
Provocado peto toque de seus lábios
Por Você
Eu dançaria com o vento
Eternamente
Até que minhas pernas
Perdidas as forças
Encontrassem vida
Entrelaçadas às suas
Por você
Ah! Sei lá...
Acho que vou ouvir Segredos
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Dois mil e dez
Desejo a todos um Natal cheio de paz e harmonia, com a família e todos aqueles que são importantes em suas vidas.
Que o Ano Novo venha trazendo belas surpresas, daquelas que só a vida, em seu constante renovar, pode proporcionar.
Vamos ao encontro de 2010 com as esperanças renovadas e o desejo de sermos cada vez melhores, para o próximo e para o planeta.
O céu de Guanambi
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Correndo o risco
O resultado está aqui. São os primeiros, não sei se haverá outros, por isso vou mostrá-los logo, antes que eu desista da idéia.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
CRP - Criptonita?
CRP é um processo de criação que envolve papelão, muitas e muitas camadas de papel, que depois são rasgadas, pintadas, adicionadas de mais papel, mais tinta. Parece complicado, e é. O resultado é mais ou menos esse
ou isto

O CAOS SOB CONTROLE
O objetivo deste texto é tentar descrever o processo de criação da atual série de trabalhos intitulada “O Caos sob Controle”. Nasce da necessidade de comunicação do artista com o observador de sua obra.
Inicialmente as imagens estão escondidas sob camadas e camadas de papel, submersas, à espera do toque mágico que as fará ressurgir: fragmentadas, combinadas com outras, às vezes soberanas em sua força, às vezes apenas sugeridas.
A seguir, de estilete em punho, com garras de animal faminto, o artista avança sobre um mar de cores e formas que estão à espreita, cava e procura por aquelas que em sua vã e inocente fantasia teriam que estar presentes no produto final. Algumas virão à tona, outras permanecerão sepultadas para sempre e estarão presentes apenas na memória do artista, uma vez que foram escolhidas por algum motivo. Ninguém as verá, mas estarão ali, como fantasmas a assombrar o seu imaginário.
O resultado deste processo é o Caos. Aos olhos de um observador desatento parecerá que o artista enlouqueceu. O que estaria ele pensando? Nada parece estar no lugar: confusão, subversão, agitação, tumulto, motim... Há que colocar ordem, é necessário domar o Caos.
Novas imagens são adicionadas, a tinta esconde o que desagrada o artista e realça o que lhe é caro, o que o acolhe e conforta. O fim está próximo, o transe termina, a obra está pronta. Pronta? Não! Isso é apenas o começo...
É desse manancial de idéias e imagens que surgirá o trabalho final. O resultado poderá ser conferido na próxima exposição.
O artista convida o expectador a desvendar essa trama.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Caminhando e cantando
Em minha caminhada matinal vou com um ouvido no canto dos pássaros, no ranger das varas de bambu e outro no meu MP3. Depois da pintura, a música é uma grande paixão e hoje pela manhã ouvi Chão de Giz, do inimitável Zé Ramalho, cuja letra gostaria de relembrar com vocês:
Eu desço dessa solidão
Disparo coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom...
Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Prá sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy"
That's over, baby!
Freud explica...
Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular...
No mais estou indo embora!
No mais!...















