Dei um fim
A todos os meus emblemas
À minha carreira de amazona
À minha liberdade soberana
Te dou meu corpo, minha alma e
meu crisântemo
Porque sou sua
Você é meu senhor, você é meu querido
Você é minha orgia
Você é minha loucura, minha mistura
Você é meu pão consagrado
Meu príncipe encantado
Sou sua
Cuidado, sou italiana
Vou desanimar as mulheres
Vou amordaçar as belas sereias
Eu que sempre brinquei com fogo
Ardo por você como uma pagã
Eu que fazia os
homens dançar
Me dou a você
inteiramente
...........................................................
Trecho de Ta Tienne, a canção que Carla Bruni escreveu para Nicolas.
Não sei se a tradução é boa, mas gostei mesmo assim...
sábado, 20 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Detalhe I
A imagem a seguir é o detalhe de uma pintura que fará parte da próxima exposição. A partir de agora publicarei assim, detalhes, para atiçar a imaginação, convidar ao jogo de completar a imagem através do texto criado para ela.
Morro de vontade de mostrar a tela inteira, mas tenho que preservar o indeditismo para a exposição. Desta forma, mostro um pouco, escondo outro tanto e aí está: inventei o "tira-gosto" de arte.
Envolta em lilás
no esconderijo da solidão
Entre a luz e a sombra
Torres cinzas
Altas nuvens
A escuridão convida
ao sono do esquecimento
Virando a página da incerteza
deixo para trás o porto seguro
onde ancoro os meus naufrágios
Restos, escombros, tesouros
Segredos que só um sábio
arqueólogo de sonhos
poderá desvendar
sábado, 30 de outubro de 2010
Tríptico
Cidade vertical
Catedral
Encosta escarpada
Linhas que carregam
o olhar para o infinito
negro como seus olhos
vasto como o oceano
Arco-íris de concreto
Diamante multicor
Reflexos de luz
ferindo meus olhos
que insistem em buscar os seus
na vastidão dessa vida incerta
cheia de desvios e labirintos
Miríade de possibilidades
Abismo de incertezas
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Vertical


Eu não sirvo para você
Carrego mistérios e segredos que te fariam corar
Tenho medo do futuro e o presente às vezes me oprime
Sofro de uma enxaqueca que, de vez em quando,
me obriga a procurar a escuridão
Sou romântica, sonho com "um amor desses de cinema"
Choro ao assistir filmes, notícias tristes, injustiças
Tenho um Deus particular, criado sob medida
A inteligência e a lógica me fascinam
Aprender é um vício
Considero o amor o sentimento que poderá salvar
o mundo de si mesmo
Sou tímida e o vermelho tinge minha face com facilidade
A beleza e o viço da juventude vão sendo subtituídos
aos poucos pela sabedoria e calma da maturidade
A arte é uma necessidade, as tintas e os pincéis me
confortam e alimentam de beleza e paz
Sonho, realizo, volto a sonhar
Caio, levanto, volto a caminhar
Sou múltipla e singular
Livre e prisioneira
Âncora e ar
Naufrágio e superfície
Eu não sirvo para você, mas sou perfeita para mim
Carrego mistérios e segredos que te fariam corar
Tenho medo do futuro e o presente às vezes me oprime
Sofro de uma enxaqueca que, de vez em quando,
me obriga a procurar a escuridão
Sou romântica, sonho com "um amor desses de cinema"
Choro ao assistir filmes, notícias tristes, injustiças
Tenho um Deus particular, criado sob medida
A inteligência e a lógica me fascinam
Aprender é um vício
Considero o amor o sentimento que poderá salvar
o mundo de si mesmo
Sou tímida e o vermelho tinge minha face com facilidade
A beleza e o viço da juventude vão sendo subtituídos
aos poucos pela sabedoria e calma da maturidade
A arte é uma necessidade, as tintas e os pincéis me
confortam e alimentam de beleza e paz
Sonho, realizo, volto a sonhar
Caio, levanto, volto a caminhar
Sou múltipla e singular
Livre e prisioneira
Âncora e ar
Naufrágio e superfície
Eu não sirvo para você, mas sou perfeita para mim
sábado, 18 de setembro de 2010
Muro Alto

Muro alto
Onde o céu se esconde
Como se fosse eu
A me esconder
Da vida que levo
Dentro de mim
Paredes que me protegem
E me expõem
Obrigando-me a mostrar
O interior do interior
Expondo em tintas e versos
As cores que se abrigam
Nas dobras dos sentimentos
Telas recortadas em planos
Volumes e paisagens
Como se fosse eu
A desdobrar-me
Sobre o mar escuro
De uma noite sem lua
E sem estrelas
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
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