terça-feira, 28 de junho de 2011

Convite para Exposição



Queridos amigos

convido a todos para minha próxima exposição, em conjunto com Ivonete, com abertura no dia 08/07/2011 às 19 horas na Galeria do Conselho, anexo ao Palácio da Aclamação, no Campo Grande em Salvador. Clique no convite acima para melhor visualização.  Conto com a presença de todos para dividirmos esse momento feliz.


sábado, 11 de junho de 2011

Fuga




Fuga

Meus sapatos vermelhos
seguem sem rumo
Fujo de mim e de ti
Escondo-me
O véu negro do esquecimento
assombra-me
A estrada prolonga-se
sem fim
O corpo cansado se dobra
O coração cansado perde o ritmo
A cabeça cansada desanda
Sem saber para onde vou
vacilo
Sem a certeza da chegada
alquebro
Com você do meu lado
resisto
Se você não está
feneço


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Arrumando livros





Estava arrumando o armário dos livros e achei um Dicionário de Pensamentos, organizado por Nair Lacerda, publicado pela Cultrix. Confesso que sou chegada a uns "dizeres", ditados e congêneres. Segundo Cervantes, "Um provérbio é frase curta baseada em experiência longa", concordo com ele. Folheando o tal livro, ele é organizado por assunto, é claro que eu fui direto para ARTE e entre as 15 citações ali contidas, escolhi algumas para partilhar com vocês:

A arte é longa, a vida é breve. - Hipócrates

A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que outros o compreendam. - Rodin

Não pode haver suplício maior para um artista do que produzir para um público de ignorantes e sofrer o julgamento estúpido de um imbecil. - Molière

O fim da arte é, simplesmente, criar um estado de alma. - Oscar Wilde

Em arte, a copiosa, exuberante, luxuosa e florida fantasia cansa, esquece e passa - e só há eternidade para a beleza pura e simples. - Eça de Queiroz

Em arte, o gênio que aceita juízes é digno de ser julgado. - Vargas Vila

Deus se manifesta em nós, em primeiro lugar, através da vida do universo, e em segundo lugar através do pensamento do homem. A primeira manifestação chama-se natureza, a segunda chama-se arte. - Victor Hugo


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um exemplo a ser seguido

Sempre vejo o jornal na TV, antes de sair para trabalhar. Quase sempre notícias ruins, de crimes terríveis, desvio de verbas públicas, corrupção, homens bomba... Hoje foi diferente, fiquei agradavelmente surpresa com a notícia que reproduzo a seguir:


"Penitência de padre no interior de Goiás é plantar sementes na cidade

Em Pires do Rio, não basta rezar. Toda vez que os fiéis saem do confessionário têm uma tarefa: cuidar do meio ambiente.


No Brasil, não se fala em outro assunto em uma cidade do interior de Goiás. O padre que dá uma penitência diferente. Em Pires do Rio, 240 quilômetros ao sul de Brasília, quem se confessa recebe como penitência refazer a criação devastada plantando uma árvore.
Nada de orações, que Deus não deve gostar de adulação, e sim plantar uma árvore que se eleva em direção aos céus. A cidade foi arborizada pelos pecados que foram enterrados.
Depois do pecado, vem o arrependimento. Mas é só perguntar ao padre como pedir perdão. Em Pires do Rio, não basta rezar. Na Igreja Matriz do município, toda vez que os fiéis saem do confessionário têm uma tarefa: cuidar do meio ambiente.
“A penitencia é esta: pegar a semente de uma árvore nativa para que, plantando desta semente e cuidando dela, nós possamos ver o dia de amanhã melhor”, afirma o frei Sebastião Queiroz.
O frei Sebastião Queiroz dá a mesma penitência para todos. Não importa a gravidade do pecado. Não se fala em outra coisa na cidade. “É uma penitência surpreendente, porque normalmente pensa em penitência como uma punição”, comentou uma jovem.
Como ninguém está livre do pecado, tem bastante muda espalhada pela cidade. “Vai expandir tanto o plantio das árvores que a cidade vai ficar toda arborizada”, acredita a jornalista Divina Neusa."

Não lhes parece um exemplo a ser seguido. Eu adorei!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tanta Cor




Tela doada ao Grupo Esperança,
 para bingo beneficente


Tanto

Tanto fogo, para tão pouca água
Tanta paixão, para tanta ausência
Tanta cor, para tão pouca luz
Tanta sombra, para o meu coração cansado
Tanto azul em um céu sem nuvens
Tanto mar, tanto ar
Tanta escuridão em meus olhos
que buscam a luz dos teus
Tanto amor que teima e resiste e espera
Se eu fosse um ET
Abduzia você


sábado, 30 de abril de 2011

Enfim Exposição




Uma galeira à espera de nossas pinturas

colagem criada em 29.04.2011
para este post

Finalmente Ivonete e eu conseguimos um espaço para fazer nossa exposição de 2011. Trata-se da Galeria do Conselho, anexo do Palácio da Aclamação, belo espaço localizado em Salvador, no Campo Grande:



Palácio da Aclamação


A seguir, o release da exposição. Em breve, convite para todos os apaixonados por arte.



Exposição “Solitudes” na Galeria do Conselho

A Galeria do Conselho de Cultura da Bahia promove no dia 08 de julho de 2011, às 19h, a abertura da exposição “Solitudes”, projeto das artistas Lucia Alfaya e Moniz Fiappo.

A mostra reúne obras em técnica mista sobre tela, fruto do trabalho desenvolvido no período 2010-2011.

Lucia Alfaya é natural de Salvador e começou sua carreira artística em 2000 quando iniciou seus estudos na Escola Caminho das Artes. Desde então tem participado de diversas exposições coletivas e teve um trabalho selecionado no VII Salão Bahia Marinhas em 2009.

Na atual série de trabalhos, Lúcia Alfaya reflete sobre a solidão do homem pós-moderno, nutrida pelo medo da violência e facilitada pelas conexões virtuais que promovem e multiplicam as relações sociais mas, ao prescindir da presença física, isolam e exacerbam  o individualismo do homem contemporâneo.

A artista retrata personagens solitários, em cenários assépticos, eles podem estar olhando para dentro ou para fora, não se sabe pois não possuem rosto, são anônimos como a solidão que os consome.

Moniz Fiappo é natural de Santo Amaro, Recôncavo da Bahia, dedica-se a criar formas e linhas que explodem em cores, e utiliza-se nesta exposição de suportes tradicionais.  A variedade de formas geométricas é seu ponto forte. Participou de inúmeras exposições em Salvador, sendo a última na Galeria do EBEC.

A artista trabalha também com outros suportes sem entretanto fugir ao desenho  abstrato, pontuado por recortes que ajudam a compreender o casamento entre criação e matéria.

Desprezando rótulos ou padrões, introduz na criação aspectos/representações próximas do universo abstrato, mas o ritmo marcante, as linhas que induzem possibilidades manifestam, na escolha, seu profundo interesse pelo irreal.

O que:  Exposição “Solitudes” das artistas Lucia Alfaya e Moniz Fiappo
Onde:  Galeria do Conselho de Cultura da Bahia
Abertura: 08 de julho de 2011 às 19h
Visitação:  11 de julho a 08 de agosto de 2011, de segunda a sexta, das 09 às 17:30
Entrada franca

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Crônica da loucura



Voltou a malhar. Vai sempre que pode. Faz um esforço para ir pelo menos três vezes por semana. Sempre foi dada a rituais. Sentar na mesma cadeira, arrumar as coisas da mesma forma, andar na mesma esteira... Gostava de ficar em frente ao janelão que dá vista para o Parque da Cidade, lindo pedaço de mata atlântica que resiste espremido entre os prédios e a favela que o querem engolir. Fica olhando o céu, as nuvens, aproveitando a brisa que bate vez em quando, todos os matizes de verde que as árvores oferecem ao entardecer. Bem na sua frente, na altura dos seus olhos, firmemente fincada no chão fica uma bela e frondosa mangueira. Ao longo do ano acompanha a floração, os frutos aparecerem e crescerem, até que surgem os predadores jogando paus, pedras e futucando com vara a pobre árvore, que outra alternativa não tem a não ser ir derribando as mangas que vão ser consumidas, se maduras, ou deixadas ali mesmo no chão se não estão no ponto. Pois bem, olhando para aquela árvore, a música nos ouvidos, o pensamento vagando, notou que havia um vazio na folhagem, mais ou menos no meio da copa, como um nicho na escura massa de folhas. Pensou em como seria fácil alguém instalar-se ali e ficar quase invisível aos olhos dos inocentes passantes. Viu um vulto escuro, que se movia ao sabor do vento e do sol que entrava pelas frestas, um atirador de elite mirando em sua direção, com uma arma daquelas dos filmes de espionagem, chegou a sentir a luz do laser vermelho em sua testa, entre os olhos e como em Matrix viu o fulgor do disparo, a bala vindo em sua direção, certeira, sem chance, mortal. Não esboçou nenhuma reação. Sabia tratar-se apenas de sua imaginação, não corria nenhum perigo, não tinha inimigos, ninguém que pudesse desejar sua morte. Racional, ficou pensando que a loucura deve ser assim, só que nesse caso a pessoa acredita, confunde realidade e imaginação, sente-se ameaçada, perseguida, tem que revidar à altura. Entra numa escola e mata. Os médicos justificam sua ação com base nas reações químicas que confundem seu cérebro e alteram sua percepção da realidade... Nasceu assim? Tornou-se assim? Vítima ou assassino frio? Para as famílias que perderam seus filhos nada disso importa, a dor, assim como a loucura, tolda a visão, confunde a razão. A dor da ausência, ao contrário das balas, mata lentamente, numa espécie de tortura e sofrimento que parecem não ter fim.