sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Crítica


Saiu no Correio da Bahia, no dia 31 de julho de 2011 a crítica da exposição Solitudes, escrita pelo artista plástico e crítico de arte César Romero:




terça-feira, 16 de agosto de 2011

Solitudes




À Beira do Caminho

Com os olhos no infinito
à espera do anoitecer
Ela sabe do impossível
da cor violeta
Ela pressente o abismo
que se aproxima
Uma sombra escurece seus olhos
que pousados no horizonte
sonham com a lua cheia
surgindo sobre um mar de solidão


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A exposição Solitudes foi desmontada.

O próximo projeto já fervilha na mente da artista.

Antes de encerrar este capítulo, resolvi publicar mais algumas fotos do evento, presente do querido amigo Terráqueo que juntamente com o Sr. e a Sra. Bípede tornaram mais feliz o final de semana em que estiveram aqui na Bahia, compartilhando sua simpatia e generosidade. 




Vista geral



Bípede, eu e Terráqueo



Presenças ilustres



Ivonete e seu sorriso contagiante



Vista geral 2



Eu e o Terráqueo



Pelourinho




Pelourinho 2



A caminho do aeroporto




sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fotos da Exposição Solitudes






Envolta em lilás
no esconderijo da solidão
entre a luz e a sombra
Torres cinzas, altas nuvens
A escuridão convida
ao sono do esquecimento
Virando a página
deixo para trás
o porto seguro
onde ancoro meus naufrágios
Restos, escombros, tesouros
Segredos que só um sábio,
arqueólogo de sonhos,
poderá desvendar 







































domingo, 17 de julho de 2011

O Querer






O Quereres
Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-mos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock 'n' roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim

terça-feira, 28 de junho de 2011

Convite para Exposição



Queridos amigos

convido a todos para minha próxima exposição, em conjunto com Ivonete, com abertura no dia 08/07/2011 às 19 horas na Galeria do Conselho, anexo ao Palácio da Aclamação, no Campo Grande em Salvador. Clique no convite acima para melhor visualização.  Conto com a presença de todos para dividirmos esse momento feliz.


sábado, 11 de junho de 2011

Fuga




Fuga

Meus sapatos vermelhos
seguem sem rumo
Fujo de mim e de ti
Escondo-me
O véu negro do esquecimento
assombra-me
A estrada prolonga-se
sem fim
O corpo cansado se dobra
O coração cansado perde o ritmo
A cabeça cansada desanda
Sem saber para onde vou
vacilo
Sem a certeza da chegada
alquebro
Com você do meu lado
resisto
Se você não está
feneço


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Arrumando livros





Estava arrumando o armário dos livros e achei um Dicionário de Pensamentos, organizado por Nair Lacerda, publicado pela Cultrix. Confesso que sou chegada a uns "dizeres", ditados e congêneres. Segundo Cervantes, "Um provérbio é frase curta baseada em experiência longa", concordo com ele. Folheando o tal livro, ele é organizado por assunto, é claro que eu fui direto para ARTE e entre as 15 citações ali contidas, escolhi algumas para partilhar com vocês:

A arte é longa, a vida é breve. - Hipócrates

A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que outros o compreendam. - Rodin

Não pode haver suplício maior para um artista do que produzir para um público de ignorantes e sofrer o julgamento estúpido de um imbecil. - Molière

O fim da arte é, simplesmente, criar um estado de alma. - Oscar Wilde

Em arte, a copiosa, exuberante, luxuosa e florida fantasia cansa, esquece e passa - e só há eternidade para a beleza pura e simples. - Eça de Queiroz

Em arte, o gênio que aceita juízes é digno de ser julgado. - Vargas Vila

Deus se manifesta em nós, em primeiro lugar, através da vida do universo, e em segundo lugar através do pensamento do homem. A primeira manifestação chama-se natureza, a segunda chama-se arte. - Victor Hugo