quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cinzas



Cores estrangeiras
Fronteiriças
Não são capazes
de impregnar-me
Sou negra, cinza
Cinzas de um passado
presente de incertezas
Em eterno movimento
sou asa e âncora
Entre o céu e o chão
Planto-me em ti
como alfinete
buscando teu coração de pedra



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Janela



Janela para o infinito
Por ti espreita o futuro
Espera a aproximação
de um personagem fantástico
que a levará
para longe de si mesma
Fuga impossível
Há muros intransponíveis
Abismos
Assim, plantada, permanece
com os olhos perdidos
na imensidão do céu azul
Dia virá em que asas crescerão
E a liberdade será finalmente real


sábado, 10 de setembro de 2011

Portal





Persona das sombras
Surge por entre as frestas
Dissimulada
como a inveja
Ocupa espaços
Invade, explora
Vigia, espreita
Não intimida
Apenas espera
Sair das sombras da imaginação
para a tela


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Crítica


Saiu no Correio da Bahia, no dia 31 de julho de 2011 a crítica da exposição Solitudes, escrita pelo artista plástico e crítico de arte César Romero:




terça-feira, 16 de agosto de 2011

Solitudes




À Beira do Caminho

Com os olhos no infinito
à espera do anoitecer
Ela sabe do impossível
da cor violeta
Ela pressente o abismo
que se aproxima
Uma sombra escurece seus olhos
que pousados no horizonte
sonham com a lua cheia
surgindo sobre um mar de solidão


************


A exposição Solitudes foi desmontada.

O próximo projeto já fervilha na mente da artista.

Antes de encerrar este capítulo, resolvi publicar mais algumas fotos do evento, presente do querido amigo Terráqueo que juntamente com o Sr. e a Sra. Bípede tornaram mais feliz o final de semana em que estiveram aqui na Bahia, compartilhando sua simpatia e generosidade. 




Vista geral



Bípede, eu e Terráqueo



Presenças ilustres



Ivonete e seu sorriso contagiante



Vista geral 2



Eu e o Terráqueo



Pelourinho




Pelourinho 2



A caminho do aeroporto




sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fotos da Exposição Solitudes






Envolta em lilás
no esconderijo da solidão
entre a luz e a sombra
Torres cinzas, altas nuvens
A escuridão convida
ao sono do esquecimento
Virando a página
deixo para trás
o porto seguro
onde ancoro meus naufrágios
Restos, escombros, tesouros
Segredos que só um sábio,
arqueólogo de sonhos,
poderá desvendar