sábado, 11 de junho de 2011

Fuga




Fuga

Meus sapatos vermelhos
seguem sem rumo
Fujo de mim e de ti
Escondo-me
O véu negro do esquecimento
assombra-me
A estrada prolonga-se
sem fim
O corpo cansado se dobra
O coração cansado perde o ritmo
A cabeça cansada desanda
Sem saber para onde vou
vacilo
Sem a certeza da chegada
alquebro
Com você do meu lado
resisto
Se você não está
feneço


8 comentários:

TARDE disse...

Adorei seu post. Poesia e quadro se completam de forma extraordinária. Não saberei mais olhar um e não lembrar do outro. Multimídia!

Moniz Fiappo disse...

Belo casamento, tela e poema.
As vezes é assim mesmo, um dia chega e tudo fica feliz. Noutros, nem tanto.
É busca.

Terráqueo disse...

Maravilhoso.

Chorik disse...

Por que será que fugimos tanto? Hein, hein?

Bjs

Lucia Alfaya disse...

Tarde, adorei seu ponto de vista... Multimídia! Não tinha visto desse ângulo, gostei da idéia!

Lucia Alfaya disse...

Moniz Fiappo, querida amiga, os dias e a vida são assim, nuns queremos nos esconder, noutros brilhamos como o sol...

Lucia Alfaya disse...

Obrigada Terráqueo!

Lucia Alfaya disse...

Cho, acho que fugimos por medo do encontro!