sábado, 18 de setembro de 2010

Muro Alto








Muro alto
Onde o céu se esconde
Como se fosse eu
A me esconder
Da vida que levo
Dentro de mim
Paredes que me protegem
E me expõem
Obrigando-me a mostrar
O interior do interior
Expondo em tintas e versos
As cores que se abrigam
Nas dobras dos sentimentos
Telas recortadas em planos
Volumes e paisagens
Como se fosse eu
A desdobrar-me
Sobre o mar escuro
De uma noite sem lua
E sem estrelas


11 comentários:

AC disse...

Descobri o seu sítio através da Bípede Falante. E foi uma grata surpresa.
Vou seguir com todo o gosto.

Beijo :)

Bípede Falante disse...

Lucia!!! Você está arrasando. O seu muro alto é um dos mais belos poemas que li e o seu quadro muro alto puxa a gente para cima e oferece uma visão nunca antes conhecida.
bj.

Lucia Alfaya disse...

Obrigada AC, gosto de casa cheia, volte sempre.
Não consegui me adicionar como seguidora no seu blog, estive por lá e gostei muito também.
Bjs
Lúcia

Lucia Alfaya disse...

Bípede querida, que bom que gostou. Na vida, os muros aparecem de vez em quando para servir de desafios e precisam ser escalados, transpostos; de vez em quando para nos proteger e então devemos ser gratos por estarem ali; e outras vezes para nos inspirar a escrever como este que pintei, onde me enxergo pequena diante da vida.
Bjs
Lúcia

Chorik disse...

Lucia, você expõe seus quadros? Se sim, eles acompanham sua poesia?

Terráqueo disse...

Lucia, seu poema está maravilhoso. Você se supera a cada dia. Esses muros que nos protegem e sufocam, são tão difíceis de serem entendidos. Beijos.

Sílc disse...

Lucia Alfaya, somos almas gêmeas hoje. O Terráqueo me visitou e pediu para que eu viesse correndinho até sua Casa para ver sua última Postagem, que tem TUDO HAVER com a minha última também.*risos*.
E, não que é mesmo?! Pois é!
Amei sua imagem e colocação: "Paredes que me protege...o interior do interior.. nas dobras do sentimentos... A desdobrar-me." Obrigada.
Agora se puder vá até a minha Casa e diga lá se estamos usando a mesma linguagem ou não?! Penso que SIM!
Beijos com admiração e carinho,
Sílvia
http://www.silviacostardi.com/

Lucia Alfaya disse...

Chorik

Eu exponho de vez em quando, pois minha produção é pequena.
Na próxima exposição que estamos preparando, eu e Ivonete, pensamos em expor os quadros juntamente com as poesias ou textos que eles inspiraram. Achamos que é uma maneira de explorar os sentimentos que a arte é capaz de inspirar no artista e no espectador. Nessa exposição pretendemos convidar o visitante a deixar registrado por escrito o que sentiu ao ver as pinturas expostas e talvez usar esses registros no blog. Vamos ver se dá certo. Mandaremos convite.

Bjs

Lúcia

Lucia Alfaya disse...

Terráqueo

Os muros com que nos deparamos durante a vida têm muito a nos ensinar, às vezes nos instigam a mostrar força, outras vezes nos dão a conhecer nossa fragilidade, o importante é não ficar em cima do muro pois corremos o risco de despencar muro abaixo rsrs Deixando de lado a brincadeira, a vida vai nos ensinando aos poucos a lidar com eles, escalar, transpor, atravessar, contornar ou mesmo deixar-se ficar um pouco, desfrutar de sua sombra, recuperando o fôlego pra seguir em frente. As escolhas são múltiplas, nem melhores nem piores, são particulares assim como as pessoas.

Bjs

Lúcia

Lucia Alfaya disse...

Sílvia

É verdade, encontrei-me no seu texto e você mostrou uma solução para os muros que nos oprimem: abrir portas e janelas por onde possa entrar ar puro e claridade, para poder enxergar melhor os caminhos que nos levam à plenitude da vida.
Obrigada pelo carinho. Visitarei sempre sua casa, acolhedora e franca.

Bjs

Lúcia

Moniz Fiappo disse...

Cheguei atrasada mas a tempo de dizer que os muros existem, estão aí para nos desafiar.
A propósito, o casamento entre trabalho e texto está ficando perfeito.